10 artistas e grupos baianos se apresentam na 5ª edição da Mostra SESC de Música

Amanda Rios. Foto: Lane Silva


Em formato online, a 5ª edição da Mostra SESC de Música acontece nos dias 5, 6 e 7 de novembro, às 19h, no YouTube SESC Bahia Oficial. O evento vai apresentar, virtualmente, o trabalho de 10 artistas e grupos baianos.

Este ano, 1.063 músicas foram submetidas a esse processo de seleção e 261 artistas ou grupos. De acordo com os organizadores, a Mostra se propõe a contribuir para o desenvolvimento da produção musical baiana e valorizar a competência de profissionais da música, da composição musical, em seus diferentes gêneros, estilos e formações.

As 10 propostas artísticas contempladas foram avaliadas por profissionais da área de música do SESC e selecionadas utilizando critérios como originalidade, inovação e diversidade. A curadoria também considerou questões sensíveis como as poéticas da atualidade, o território em que tais artistas habitam e produzem, a interseccionalidade e a força expressiva e estética dos trabalhos. 

Afrobrasilidade, sonoridades contemporâneas, questões LGBTQIA+ e a presença da mulher na produção musical brasileira são alguns dos eixos temáticos que o público verá nas apresentações do projeto.

As gravações foram realizadas no Teatro SESC-SENAC Pelourinho, com direção de Larissa Lacerda, artista-pesquisadora, criadora audiovisual, diretora, iluminadora e coordenadora técnica de eventos.  

Cantora e compositora Melly


PROGRAMAÇÃO

5 de novembro, às 19h 

Gustavo Melo e Tambor de Corda, com repertório que mescla músicas de autoria própria e versões de músicas afro religiosas, sendo toda a apresentação envolta no conceito de ordem estabelecido pelos cânticos dos orixás.

Melly, com um trabalho de autoria própria baseado no soul e no RnB. Aos 19 anos, já acumula mais de 50 composições (em português e em inglês). Com algumas faixas já disponíveis nas plataformas de streaming, em 2021, a artista traz, entre outras novidades, o EP "Azul".

Eloah Monteiro, além das suas próprias canções, apresenta versões de grandes artistas da música brasileira. Mulher preta, mãe, bissexual e sul-baiana. Cantora,  compositora  e  atriz  há  mais  de  20 anos, sua performance com de autoria própria e versões de grandes artistas da música brasileira já preencheram os palcos de diversos Concertos, Eventos Literários e apresentações em cidades da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Argentina.

Grupo Africania


6 de novembro, às 19h 

Avenida, com seus beats eletrônicos da nova escola do pagode baiano e influências do trap, encontram a leveza da moderna escola do Neo-Soul e o peso das guitarras do Rockn`Roll. Essa massa sonora, junto com os efeitos característicos da música digital, cria as bases para as letras que falam principalmente sobre positividade e esperança, retratando o cotidiano do jovem de periferia, que trabalha duro para melhorar sua condição e aproveita a vida, mesmo diante de todas as dificuldades.

Africania e DJ Lerry e seus ritmos brasileiros, rurais, com influências do afro-jazz, da música caribenha e do acid-rock. Assentados na resistência e na sacralidade da cultura afro-brasileira, os ritmos brasileiros representam a bússola do grupo Africania. A identidade sertaneja do grupo, além de ressaltar o respeito ao divino e o vigor dos batuques, revela sua hospitalidade quando acolhe influências do afro-jazz, da música caribenha e do acid-rock. É com a consciência de suas raízes que o grupo se reconhece enquanto semeador de uma sonoridade universal. Idealizado em 2006 por Bel da Bonita, Africania contabiliza em seu currículo sete discos.

Morgana Moreno e Marcelo Rosário, com composições que trazem elementos da música brasileira e influência de outros universos musicais mundo afora. Premiados com o 1º lugar no concurso Internacional Leopold Bellan (Paris) e considerados embaixadores da música brasileira pela imprensa alemã (Deutsche Welle Brasil), o duo formado por Morgana Moreno e Marcelo Rosário traz uma ampla bagagem ao longo de uma parceria que data mais de 10 anos, passando por palcos do Brasil e Europa. Atualmente, finalistas do Prêmio Profissionais da Música com seu mais recente álbum, Nascente, lançado no início da pandemia nas plataformas digitais.

Ana Barroso, com um trabalho repleto de referências marcantes que passeiam desde as cantoras de rádio até o cancioneiro popular. Aos 15 anos, assumiu a voz como instrumento de trabalho, cantando em diversos bares, festivais e eventos no sudoeste baiano. 

Roça Sound


7 de novembro, às 19h 

Dona Iracema, banda de Caatincore com letras políticas e provocadoras, de Vitória da Conquista, na Bahia. Ficou conhecida por sua extrema energia e irreverência nos palcos, sem perder a pose e a essência da caatinga e do Rock’n’Roll, além de elementos do forró, baião, axé music e do hardcore em suas músicas. A banda é liderada pela vocalista Balaio, mulher trans, e pelos músicos Diegão Aprígio (baixo), Pablo Bahia (Guitarra) e Oscar Sampaio (Bateria). Essa trupe já fez shows em várias cidades do Brasil e também já conquistou os prêmios Bolsa Estúdio da SKOL (2016) e o MUSA Salvador (2018).

Amanda Rosa, através do rap, dos ritmos afro baianos e de escrevivências poéticas, traz na sua música a reconexão ancestral e caminho para a autonomia. Cantora, MC e artesã, foi premiada em alguns encontros de MC’s e chegou até a seletiva estadual do Duelo de MC's Nacional. Fez parte da realização da única batalha de rimas feita por e para mulheres da Bahia, a Batalha das Bruxas. Entre os trabalhos musicais já lançados estão os singles “Essa Ideia Tá Falida" e “Lama é Casa”, faixas que integram o EP "Trilogia: A Filha Revolta”. Seu mais recente trabalho, “Dança do Viver”, foi ao ar no último Dia das Mães em todas as plataformas de música acompanhado por um videoclipe inédito.

Roça Sound traz composições com sonoridades entre as culturas das periferias  nordestinas, brasileiras e mundiais, utilizando a técnica  do Sound System e Hip Hop. As composições  do grupo falam  do  cotidiano com irreverência e propriedade, variando entre o social e o sentimental, e tendo o suingue como marca. Seus integrantes vêm com referências regionais unificadas ao que é produzido nos guetos do mundo.


Redação | Culturasss



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