Festival Música para Brincar oferece programação infantil online durante 14 dias

 Levar diversão para a criançada que está em casa
cumprindo o isolamento social é o que inspira a sexta edição do Festival Música para Brincar, que caprichou na programação e vai oferecer ao público infantil um cardápio recheadíssimo de atrações entre os dias 27 de março e 9 de abril. São 14 dias seguidos, sempre às 14h, com shows musicais, brincadeiras, contação de histórias e oficinas, transmitidos no canal do Música para Brincar no YouTube.

A grade de atrações busca mesclar diferentes tipos de atividades e linguagens artísticas para entreter os pequenos e, para isso, grupos artísticos infantis foram convidados para integrar a programação. São eles Tapetes Contadores de Histórias, Curiatã, Corrupião e Cadeira de Brin, além do percussionista Mário Pam, que vai ministrar Oficina de Percussão, ensinando as crianças um pouco sobre samba reggae.

“Nesta versão online do festival, a nossa proposta é que as famílias reservem aquele horário diário para promover um escape para as crianças, Sabemos o quanto elas estão expostas a vídeo games, desenhos e outros conteúdos pasteurizados, que as colocam num lugar de passividade, então buscamos priorizar um conteúdo diverso, com riqueza cultural, que convida elas para um repertório de canções, descobertas e brincadeiras, como um resgate mesmo à cultura do brincar”, comenta a produtora cultural e idealizadora do Música para Brincar, Renata Hasselman, à frente da Multi Planejamento Cultural.

Em todas as apresentações, o pano de fundo é o estímulo a criatividade, às atividades corporais e a busca por capturar as crianças para a cultura, a arte, o riso, a dança e a música. “Sabemos o quanto essa presença ativa da criança na brincadeira contribui para a sua subjetividade, pensamento crítico e capacidade de reflexão”, reforça Hasselman.

O projeto Música para Brincar tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Abaixo, confira PROGRAMAÇÃO e um pouco sobre cada GRUPO:

 

I PROGRAMAÇÃO I

 

27/03 (sábado)           14h      Show Grupo Curiatã

28/03 (domingo)         14h      Show Cadeira de Brin

29/03 (segunda)         14h      Contação História - Tapetes Contadores de História

30/03 (terça)              14h       Brincadeira - Currupião

31/03 (quarta)            14h      Oficina Percussão - Samba Reggae

01/04 (quinta)            14h       Brincadeira - Currupião

02/04 (sexta)             14h       Contação História - Tapetes - "Galinha"

03/04 (sábado)           14h      Show (a definir)

04/04 (domingo)         14h      Show (a definir)

05/04 (segunda)         14h      Contação História - Tapetes Contadores de História

06/04 (terça)              14h       Brincadeira - Currupião

07/04 (quarta) 14h      Oficina de Brinquedo - Currupião

08/04 (quinta) 14h      Brincadeira - Currupião

09/04 (sexta)             14h       Contação História - Tapetes Contadores de História

 

I CONHEÇA OS GRUPOS I

 

TAPETES CONTADORES DE HISTÓRIAS - Grupo de contadores de histórias que há 23 anos costura tapetes e outros cenários de tecido para narrar contos populares de origens diversas e de autores renomados como Ana Maria Machado, Carlos Drummond de Andrade e Ricardo Azevedo. Coordenado por Warley Goulart, o grupo produz apresentações artísticas, oficinas de formação e exposições interativas de seu acervo a fim de despertar o gosto do público pelas artes e pela leitura. Referência internacional na pesquisa entre oralidade e arte têxtil, o grupo já se apresentou no Brasil e em outros 11 países. São eles, os tapetes contadores: Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart.

CURIATà- O grupo Curiatã nasce em meados de 2016, a partir do encontro de 3 músicos/ educadores musicais e pesquisadores apaixonados pela musicalidade e pelas canções, manifestações, ritmos e brinquedos da cultura popular brasileira. Seu nome - uma variação de “Guriatã” -, remete a um passarinho cantador da fauna brasileira, famoso pela capacidade de imitar o canto de outros pássaros. Munidos de flauta, pife, alfaia, atabaque, pandeiro, cavaquinho, violão e viola, dentre outros instrumentos, o Curiatã busca expressar uma sonoridade tipicamente nordestina, enraizando referências como os grupos Quinteto Armorial, Banda de Pífanos de Caruaru, Comadre Fulozinha, Coco Raízes de Arcoverde, dentre outros.

CORRUPIÃO - O Currupião é um pássaro residente do sertão e empresta seu nome ao grupo para batizar um projeto que tem como alicerce a diversa e rica cultura popular através de um olhar cuidadoso voltado para a infância. A referência identitária é a linguagem da brincadeira, e premissa do trabalho é que brincar remete a completude.,

CADEIRA DE BRIN - "Cadê Rádbrin? - Uma Aventura Brincante" é um show interativo, onde crianças e adultos são convidados a vivenciar a história do menino Rádbrin - um forasteiro que se perde dos pais numa feira e se depara com a riqueza cultural nordestina. Além de acompanhar as aventuras de Rádbrin, o público é convidado a dançar, cantar e brincar folguedos como roda de côco, quadrilha, bumba-meu-boi, juntamente com brincadeiras originais, criadas pelo grupo. São 5 artistas/brincantes, que trazem à cena instrumentos musicais diversos, adereços cênicos, bonecos, máscaras e canções originais, criadas pelo grupo, além de clássicos da cultura nordestina.

MESTRE MÁRIO PAM – Professor de música e regente da banda do bloco Ilê Aiyê, Mário Pam desde a sua infância se encantou pela arte percussiva. Formado em Licenciatura em Música pela Universidade Católica do Salvador e mestrando na UFBA, hoje ministra aulas de percussão e palestra em Universidades, ONGs, escolas públicas e privadas, assim como para diversos grupos da Europa e Estados Unidos. Atualmente coordena a Associação Cultural Tambores do Mundo, que há treze anos reúne percussionistas de todo mundo para um intercâmbio musical e cultural em Salvador durante o Carnaval, além de promover ações sociais em comunidades de Salvador.

 

Texto | Tatiane Freitas


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