Associação dos Artesãos de Feira de Santana inicia as ações de projeto aprovado pelo IPAC

A Associação dos Artesãos de Feira de Santana (AAFS) dá início às primeiras atividades do projeto “Saberes e fazeres dos artesãos do Centro de Abastecimento de Feira de Santana”, que prevê oficinas de artesanato em formato virtual, produção de um vídeo documentário sobre a história dos artesãos do Centro de Abastecimento de Feira de Santana e a criação de um site com e-commerce para comercialização dos produtos artesanais dos associados da AAFS. O projeto será concluído no próximo mês de abril.

Fundada em 13 de dezembro de 1987 e com uma história iniciada na década de 70, a AAFS, junto aos artesãos de diferentes gerações, atualmente, busca proteção às suas práticas, aos seus saberes e fazeres que vem sendo ameaçados por diferentes contextos políticos e socioeconômicos e também foi impactada pela pandemia da COVID-19.  Para a presidente da Associação, Lícia Maria Jorge, esse projeto visa destacar a importância cultural dos artesãos feirenses e servirá como uma espécie de denúncia para a atual situação destes profissionais.


“Esse projeto vai mostrar que nós existimos sim, desde a antiga Feira da Getúlio Vargas, passando pelo Centro de Abastecimento, pelo projeto Cabana, e hoje estamos aqui neste Galpão Provisório da rua Olímpio Vital, um espaço que não atende às nossas atuais necessidades”, declarou Lícia Maria Jorge, presidente da AAFS desde a sua fundação e artesã que herdou dos seus pais a habilidade de trabalhar com couro e sisal.

Dona Zélia Pereira de Oliveira é uma das artesãs que mais sofreu com as mudanças. Atualmente, não possui local para expor os seus artesanatos e enxerga nesse projeto uma esperança para que os seus produtos possam ser vistos também através da internet. “Estou sem box desde 2017”, declarou a artesã que comprova sua atividade desde 1967.


O projeto “Saberes e fazeres dos artesãos do Centro de Abastecimento de Feira de Santana” possui o apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), via lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Para obter informações sobre o projeto



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