Margareth Menezes, Luedji Luna e Afrocidade lotam Concha Acústica


Baianos e turistas lotaram a Concha Acústica do Teatro Castro Alves neste sábado (8), para mais uma edição do Concha Negra. Margareth Menezes, Luedji Luna e Afrocidade dividiram o palco e fizeram um show integrado, onde todos os artistas se revezavam e cantavam juntos.

A secretária da Cultura do Estado, Arany Santana, comemora mais uma temporada de sucesso do Concha Negra. "Esse é um programa exitoso, que mostra mais uma vez a diversidade da música negra produzida aqui no estado. A Bahia tem se destacado dentre os estados brasileiros como um dos que mais investe na cultura, com artistas de nome, que têm percorrido todo o Brasil fazendo sucesso. O Concha Negra é um case de sucesso e estamos muito felizes".

A cantora Margareth Menezes afirma que o festival Concha Negra já entrou para a história da cultura baiana."É muito bom, muito importante este evento que demonstra a diversidade dessa nossa música afro pop, com essa raiz. A galera nova, junto com a gente que já tem uma estrada, com os blocos afro, é muito importante que haja esse projeto promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura".
Para a diretora artística do Teatro Castro Alves, Rose Lima, o Concha Negra vem cumprindo sua missão. "Estamos sempre trazendo atrações dentro de universo da negritude, Lazzo, Margareth, as pessoas podem vir, podem dançar, curtir", afirmou Rose, que completou que o Concha Negra volta a acontecer após o carnaval. "Em março voltaremos, com a Ópera dos Terreiros, que é uma ópera negra super bonita, e também com as Panteras Negras".


Sobre o Concha Negra

O Concha Negra é uma iniciativa do Governo da Bahia que se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios, garantindo o lugar da música afro-baiana na programação mensal da Concha Acústica do Complexo do TCA. Sua realização parte de premissas das políticas reparatórias previstas na constituição do Estado da Bahia e no Estatuto da Igualdade Racial.
O incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso a esta produção se alinha a condutas que reconhecem a cidadania cultural, a importância da representatividade e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas. A primeira etapa do projeto foi realizada entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018, com shows de Filhos de Gandhy, Muzenza, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Olodum e Malê Debalê.



Repórter: Raul Rodrigues
Secult-BA

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