{PERSONA} FERNANDO SOUZA E O TEATRO DO INTERIOR BAIANO

Culturasss

É com enorme carinho que recebemos como pauta da série “PERSONA” dessa semana, o amigo do Coletivo Culturasss e grande profissional de teatro Fernando Souza. Licenciado desde 2008 em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), atua também como professor da rede privada de ensino há 13 anos. No auge dos seus 33 anos, "Nando" (como é chamado pelos seus chegados) apresenta um currículo artístico movimentado, seja como ator, diretor ou dramaturgo. Reúne razões mais que suficientes para seus conterrâneos se orgulharem de tê-lo como artista feirense e da aquecida cena de produção teatral do interior da Bahia.

Atuações no Teatro

EU E O RESTO DO MUNDO 
2002. Monólogo. Texto e direção artística.

SÓ DEPENDE DE NÓS 
2008. Cia Cuca de Teatro. Ator

O BOI E O BURRO NO CAMINHO DE BELÉM
 2008. Cia Cuca de Teatro. Ator

A PELEJA DE MARIA BONITINHA 
2008. Cia Cuca de Teatro. Ator

OS CIGARRAS E OS FORMIGAS 
2009. Cia Cuca de Teatro. Ator

A ESTRELA DO MENINO REI 
2010. Cia Cuca de Teatro. Ator

UMA FAMÍLIA EM APUROS
2010. Cia Cuca de Teatro. Ator

NOIVA DA MORTE 
2010. Grupo Conto em Cena. Ator

O JUSTO 
2011. Grupo Conto em Cena. Ator

A CARTOMANTE 
2012. Em cartaz atualmente. Grupo Conto em Cena. Ator

AMOR
2013. Em cartaz atualmente. Grupo Conto em Cena. Ator

ENCARCERADAS
2013. Em cartaz atualmente. Grupo Recorte de Teatro. Texto e direção.

VIÚVA PORÉM HONESTA 
2013. Resultado da Oficina do CUCA. Direção.

A FLAUTA DE PÃ
2014. Cia Cuca de Teatro. Ator

MARIA MINHOCA
2014. Cia Cuca de Teatro. Ator

MATRAGA 
2016. Em cartaz atualmente. Grupo Conto em Cena. Ator

NEM AMÉLIAS, NEM QUITÉRIAS 
2018. Em montagem. Grupo Recorte de Teatro. Texto e direção.

QUEM TEM MEDO DO BICHO PAPÃO 
2018. Em montagem. Grupo Recorte de Teatro. Texto e direção.



Como tudo começou...

Os primeiros contatos de Fernando Santana com o teatro aconteceram na adolescência, ora no grupo jovem da Igreja, ora na escola (1999). Amante do cinema e do teatro, viu ali um espaço para perder a timidez e expressar suas ideias através da escrita dos seus textos ainda amadores. Não por coincidência, ele falava de temas que afligiam os jovens como drogas, sexo, religião, música etc. 

“Eu costumava criar os textos que encenava com colegas e isso ajudou muito no meu desenvolvimento como roteirista e dramaturgo anos depois”, conta Fernando. Ao final do ensino médio, começou a corrida para passar no vestibular e, em 2003, com o monólogo “Eu e o resto do mundo”, começou a circular apresentações por cursinhos preparatórios de Feira de Santana e Salvador a convite dos professores. “Era amador porque eu não tinha a técnica, mas era real e de verdade na essência do fazer”, conta. 

Em 2004, veio a necessidade de uma importante decisão. Por ter passado em dois vestibulares no mesmo ano, Fernando precisou optar entre cursar História na UEFS ou Interpretação Teatral na UFBA. O cenário financeiro da época o fez optar pela primeira alternativa e reservar para mais tarde o desejo pela formação que tanto queria na área do teatro. Mesmo na UEFS, continuou engajado em monólogos e declamações, até 2007, quando fez o curso técnico em teatro e deu início à sua fase artística profissional que perdura até hoje.

Ainda em 2007, ingressou como integrante da Cia de Teatro do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA). “Nesse ano fiz o curso de palhaço é isso mudou muito a minha vida e a minha maneira de ver o mundo. Fazer parte da Cia CUCA de Teatro, especializado no universo da criança, foi um presente”, destaca Fernando.



A essa altura, sua relação com o teatro de Feira de Santana já estava superaquecida ao ponto de grandes agências de publicidade e propaganda convocá-lo para diversas campanhas na TV e para atuação no cinema com um curta-metragem. Em 2009, passou a integrar o quadro de professores do CUCA, conduzindo importantes oficinas e compartilhando suas experiências e conhecimentos da área artística com muitos jovens que se inscreviam para serem seus alunos.

Em 2010, passa a integrar mais um grupo de teatro, o "Conto em Cena", dando início à sua pesquisa sobre Dramaturgia Corporal e atuando em montagens sobre autores de contos brasileiros. A partir dessa vivência, Fernando Souza passou a dialogar com mais frequência com o público adulto.

Como fruto de uma das oficinas que mediou, em 2014, Fernando montou o grupo Recorte de Teatro, assunto que fala com alegria visível. Após estudos sobre teatro realista e profunda pesquisa teórica e de campo sobre o sistema prisional brasileiro, Fernando escreveu e dirigiu o espetáculo “Encarceradas”. O grupo visitou o complexo penal de Feira de Santana no processo de pesquisa, experimentou na prática algumas rotinas das presas, passou por revista íntima… até montar a peça que, dois anos depois, voltou ao presídio para uma apresentação para as mulheres realmente presas. “Foi inesquecível. Um momento de grande emoção tanto para nós, quanto para as presas que riram, choraram e se divertiram”, descreve.


Atualmente, Fernando escreve e monta os espetáculos “Nem Amélias, Nem Quitéria” (adulto) e “Quem tem medo do bicho papão” (infantil) com o grupo Recorte de Teatro e prevê estreia para o segundo semestre de 2018.


Redação | Culturasss


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